PRIMAVERA É A MELHOR ÉPOCA PARA REPLANTAR ORQUÍDEAS EM ÁRVORES

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Primavera é melhor época para replantar orquídeas em árvores

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Orquídea epífita

 

Elas dão cor às nossas casas, embelezam escritórios e arrancam suspiros de quem as recebe. Mas o que fazer quando as flores caem e resta apenas uma singela haste? É possível devolvê-las ao seu habitat, a árvore, ensina Alessandro Marconi, com a experiência de quem já replantou mais de 800 espécies no projeto Mil Orquídeas Marginais, em São Paulo.

 

Mas atenção: não são todas as orquídeas que podem ser plantadas em árvores, somente as epífitas, que buscam no tronco um suporte para obter mais luz, umidade e nutrição. E o início da Primavera, no dia 22, é a melhor época para isso. “É o fim da seca e quando as plantas voltam a vegetar”, explica o especialista.

 

A escolha da árvore, que não pode ser a do tipo que solta a casca do tronco, é muito importante: “Deve-se analisar a luz que a copa deixa passar até o ponto em que a orquídea vai ser amarrada, porque a maioria gosta de muita luz, mas não tolera o sol direto”.

O primeiro passo é desenvasar, retirando o substrato com cuidado, para não machucá-la. “Vemos muitas orquídeas plantadas em árvores com substrato porque as pessoas imaginam que ele, de alguma forma, vai ajudar a manter a planta hidratada, mas o correto é amarrar sem, para que a planta enraíze na árvore e não no substrato.”

Para fixá-la no tronco, Marconi recomenda linha de costura de algodão _boa para fixar, fácil de manusear e biodegradável. “Ela deve ficar firme”, orienta, “mas deve-se ter cuidado com as raízes e os novos brotos, porque são muito delicados”.

E como saber se o replantio deu certo? “Observando o vigor das folhas e o enraizamento. “Somente porque ela floriu não significa que está saudável”, pontua o orquidófilo, que fez um vídeo ensinando a técnica.

 

Epífitas

Se você ficou interessado em saber mais sobre as Orquídeas, aqui segue uma breve explicação do que são Epífitas…

Tipos de vegetais que não enraízam no solo, fixando-se em árvores. Sustentam-se nos tecidos superficiais dos troncos e galhos para receber luz solar e umidade com mais facilidade do que se estivessem diretamente no solo. Dispõem de sistemas específicos para absorver umidade do ar e extrair sua alimentação mineral da poeira que recai sobre si. Necessitam de grande quantidade de umidade e de luz.

Em geral, as epífitas vicejam sobre o tronco das árvores e dispõem de raízes superficiais que se espalham pela casca e que absorvem a matéria orgânica em decomposição disponível. Muitas vezes, as raízes são acompanhadas por um fungo microscópico conhecido como micorriza, que se encarrega de transformar a matéria orgânica morta em sais minerais, facilitando a sua absorção pela planta. Em outros casos, o epífito não absorve matéria prima da superfície da árvore ou arbusto, e suas raízes podem ser atrofiadas ou ausentes, de modo que o epífito utiliza seu hospedeiro apenas como suporte para alcançar seu ambiente ideal nos estratos da floresta.

As epífitas jamais buscam alimento nos organismos hospedeiros. Suas raízes superficiais não absorvem a seiva da planta hospedeira, não há qualquer relação de parasitismo. Ou seja, a presença de epífitas não prejudica a árvore ou arbusto onde elas vegetam. A incidência de espécies epífitas diminui à medida que se aumenta a distância para a Linha do Equador, ou afasta-se das florestas úmidas para áreas mais secas.

Via queminova.catracalivre.com.br

Imagem: Tais Queiroz/BrotandoConsciência

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