Quais são as evidências genéticas da evolução humana?

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Quais são as evidências genéticas da evolução humana?

Nas últimas duas décadas, nossa compreensão da genética cresceu drasticamente, fornecendo claras evidências de que os humanos compartilham ancestrais comuns com toda a vida na Terra.

Aqui estão algumas das principais evidências genéticas aceitas para a ascendência comum entre humanos e outros animais.

  1. Diversidade genética.

As crianças humanas herdam 3 bilhões de pares de bases de DNA de cada pai, mas não são uma duplicação exata. A taxa de mudança foi medida precisamente chegando a uma média de 70 bases por geração (de nossos 6 bilhões no total).

Então, quando voltamos atrás na árvore genealógica, há mais e mais diferenças genéticas entre nós e nossos antepassados. Por exemplo, haveria cerca de 140 diferenças entre seu DNA e a dos seus quatro avós, e 210 diferenças entre você e seus oito bisavós, e assim por diante. Isso nos permite fazer uma previsão da quantidade de diversidade genética entre duas espécies em relação ao tempo desde que viveram sua população de antepassados ​​comuns.

Usando evidências não genéticas, o antepassado comum entre humanos e chimpanzés foi estimado em cerca de 6 milhões de anos atrás. E o cálculo por diferenças genéticas dá um número notavelmente próximo do valor estimado.

  1. “cicatrizes genéticas”.

Assim como as cicatrizes permanecem em nossos corpos como lembretes de eventos passados, o código de DNA contém “cicatrizes” e estas são transmitidas de geração em geração.

As cicatrizes de DNA resultam da supressão ou inserção de um bloco de bases (não apenas alterações de base simples como falamos no parágrafo anterior). Porque temos muitos desses (centenas de milhares) e eles podem ser localizados com precisão, eles servem como um registro histórico de espécies.

Se tivermos a mesma cicatriz que os chimpanzés e os orangotangos, a exclusão ou a inserção devem ter ocorrido antes de essas espécies se divergirem em populações separadas.

Se nós e chimpanzés tivermos uma certa cicatriz, mas os orangotangos não, podemos concluir que a deleção ou inserção deve ter ocorrido depois do antepassado comum entre chimpanzés e humanos separar-se de nosso antepassado comum com orangotangos.

Desta forma, podemos criar uma árvore genealógica detalhada de antepassados ​​comuns.

  1. Sinônimos genéticos.

Em certos contextos, as palavras “redonda” e “circular” significam o mesmo em inglês – são sinônimos

Assim também, há “sinônimos” no código genético – diferentes sequências de bases de DNA que significam o mesmo para as células (ou seja, elas conduzem à produção das mesmas proteínas).

As mutações no código genético são muitas vezes prejudiciais, resultando em um organismo que não pode se reproduzir com sucesso. Mas se a mutação resultar em um “sinônimo”, o organismo funcionaria assim mesmo e continuaria transmitindo seus genes.

Devido a isso, a ciência acredita que as mudanças sinônimas sejam transmitidas de forma muito mais eficaz do que as alterações ‘não sinônimas’.

Isso é exatamente o que encontramos entre o DNA de humanos e chimpanzés: há muito mais diferenças sinônimas entre as duas espécies do que as ‘não sinônimas’.

Isto é exatamente o que os cientistas esperam encontrar quando as duas espécies possuem um antepassado comum e, com isso, obtiveram evidências adicionais de que humanos e chimpanzés tiveram sua origem através de uma descendência comum de uma única espécie ancestral.

Quanto mais pesquisa é feita sobre o DNA, mais evidências achamos que toda a vida está relacionada.[Biologos]

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