Despertando o bodhichitta – a mente e o coração búdicos

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Depertando o Bodhichitta – a mente e o coração búdicos

budismo despertar

O bodhichitta é uma sabedoria humana básica que dispersa os sofrimentos do mundo.

Bodhi significa “desperto”, livre da mente comum confusa, livre da ilusão de que estamos separamos um do outro.

Chitta significa “mente” ou “coração”. Segundo Shantideva e o Buda precedente, a mente imparcial e o bom coração de bodhi contêm a chave para a felicidade e a paz.

Do ponto de vista budista o nascimento humano é muito precioso.

Os mestres nos incitam a contemplar a nossa boa situação e a não perder essa oportunidade de fazer algo significativo com nossas vidas.

O Buda afirma que o nosso nascimento humano é ideal, com o equilíbrio correto entre prazer e dor.

A intenção é não desperdiçar essa boa sorte.

Quando somos muito atingidos, olhamos para fora e vemos como as outras pessoas também passam por momentos difíceis. Quando nos sentimos sozinhos, ou zangados, ou deprimidos, permitimos que estes humores obscuros nos liguem aos sofrimentos dos outros.

Partilhamos da mesma reatividade, o mesmo apego e resistência. Ao aspirar que todos os seres se libertem do seu sofrimento, nós nos libertamos dos nossos próprios casulos e a vida se torna algo maior do que “eu”.

Independente de quanto escuras e sombrias ou alegres e leves as nossas vidas são, podemos cultivar um sentido de humanidade partilhada.

A maioria de nós deseja partilhar aquilo que compreendemos com os outros. Porém, ao tentar fazer isso, vemos ainda mais claramente o trabalho que ainda precisa ser feito em nós. Ao mesmo tempo compreendemos que aquilo que fazemos por nós beneficia a outros, e aquilo que fazemos pelos outros nos beneficia. É a isso que Shantideva se refere quando diz que ‘aqueles que desejam conquistar uma grande felicidade não deveriam nunca dar as costas ao bodhichitta.

“Caso o bodhichitta venha a nascer

Em alguém que padece na prisão do samsara

Nesse instante essa pessoa passa a se chamar herdeira dos budas,

Digna da veneração dos deuses e humanos.”

Entretanto, mesmo quando nos sentimos aprisionados em hábitos repetitivos, podemos sentir a gentileza e a empatia pelos outros.

Quando até mesmo um clarão momentâneo do bodhichitta nasceu, neste instante ele se torna um filho dos budas e digno de respeito universal.

Este verso, segundo Dzongsar Khyentse Rinpoche, pode ser uma crítica à sociedade hindu. Shantideva está dizendo que não precisamos pertencer a determinada casta para vivenciar o bodhichitta; mesmo aqueles considerados “intocáveis” são herdeiros dos budas.

O bodhichitta não é uma teoria elitista para pessoas sofisticadas ou bem educadas. Não precisamos nos sentir muito desesperados para invocar o bodhichitta, e nem é preciso parecer que desprezamos os outros e que classificamos de muito frívolos ou arrogantes para serem qualificados.

Qualquer um na prisão do samsara é candidato para despertar um coração compassivo.

“Pois tal qual a substância dos alquimistas,

Ele toma a forma impura da carne humana

E a transforma no corpo inestimável de um buda.

Assim é o bodhichitta: devemos segurá-la com firmeza!”

Extraído de Sem Tempo a Perder Um Guia útil para o Caminho do Bodhisattva de Pema Chödrön

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