
A Nasa, agência espacial norte-americana, divulgou, na sexta-feira (19/1), a primeira imagem da amostra do asteroide Bennu trazida para a Terra.
Finalmente, os cientistas abriram recipiente contendo as amostras remanescentes do asteroide Bennu, uma rocha espacial com 4,6 bilhões de anos.
Atualmente, segundo a Nasa, trata-se da maior amostra já recuperada desde as rochas lunares do programa Apollo, que terminou em 1972.
Em um comunicado, a agência espacial anunciou que os cientistas conseguiram destravar duas peças que estavam impedindo o acesso a uma parte do tão aguardada do material coletado em 2020 pela sonda OSIRIS-REx.
“Vocês estão vendo partículas de um corpo planetário a milhões de milhas da Terra e com mais de quatro bilhões de anos. Cada grão pode conter conhecimento que nos ajudará a desvendar os segredos de como o nosso sistema solar se formou. Do carbono a aminoácidos e até minerais argilosos, isto é apenas o começo para os nossos estudos sobre o asteroide Bennu”.
informou a NASA.
A espaçonave liberou o dispositivo com as amostras, que pousou no deserto de Utah nos EUA, dia 24 de setembro de 2023.
- A cápsula atravessou a atmosfera durante 13 minutos;
- entrou com uma velocidade superior a 44.000 quilômetros por hora
- e chegou a registrar uma temperatura de 2.700°C.
A aterrisagem ocorreu sete anos após o lançamento da sonda Osiris-Rex, que foi a responsável por coletar a amostra.
A maioria das amostras os cientistas recuperaram pouco depois da recuperação do dispositivo, mas parte do material permaneceu em um contêiner de difícil abertura.
4 meses depois
Depois de meses de esforço para abrir as duas travas restantes das 35, os cientistas finalmente conseguiram acessar as amostras remanescentes.
A Divisão de Ciência Planetária da NASA comemorou no X /antigo Twitter: “Está aberto! Está aberto!”, compartilhando uma foto da poeira e dos fragmentos rochosos.
Grande parte do trabalho árduo envolveu os mecanismos do recipiente e as ferramentas necessárias para lidar com seu conteúdo.
Para evitar a contaminação do material pelo ar da Terra, os membros da missão utilizaram ferramentas personalizadas feitas de um tipo específico de aço cirúrgico inoxidável e não magnético.
Agora, a agência espacial analisará o material, que, aliás, foi obtido em quantidade maior do que o esperado.
Bennu é um asteroide com cerca de 500 metros de diâmetro, considerado relativamente pequeno. Ele é composto por alguns dos materiais mais antigos do Sistema Solar.
Portanto, ao estudá-lo, os cientistas podem aprimorar sua compreensão sobre os “ingredientes” necessários para a formação de planetas como a Terra.
Fonte: NASA